25 maio 2011

Oito da manhã

Havia acabado de acordar e deus, que coceira insuportável! Coçou o braço, a barriga, se contorceu para coçar as costas, quase arrancou seus cabelos de tanto esfregar as unhas compridas no couro cabeludo. Até que olhou para o lado e não parava de coçar os olhos: miragem? Tateou o chão ao lado da cama. Encontrou os óculos. Nada da coceira parar. Olhou novamente e nua ao seu lado, a mulher do melhor amigo.

Descobriu: foi coçar a consciência.

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