Não agüentava mais aquela sujeira toda. Achou que era dia de limpeza, colocou um disco na vitrola e resolveu limpar cada canto da casa. Sabia que quando o disco terminasse, também terminaria seu espírito de faxina. Na sala, que imundice, achou um anel entre os assentos do sofá. Era bonito, redondo, brilhava. Primeiro colocou no mindinho, sobrava anel. Depois no indicador e que aperto, que sufoco, que desespero, que terror de perder o dedo. Ao menos não seria na sala entre os assentos do sofá.
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