31 maio 2011
Achei que...
Não agüentava mais aquela sujeira toda. Achou que era dia de limpeza, colocou um disco na vitrola e resolveu limpar cada canto da casa. Sabia que quando o disco terminasse, também terminaria seu espírito de faxina. Na sala, que imundice, achou um anel entre os assentos do sofá. Era bonito, redondo, brilhava. Primeiro colocou no mindinho, sobrava anel. Depois no indicador e que aperto, que sufoco, que desespero, que terror de perder o dedo. Ao menos não seria na sala entre os assentos do sofá.
25 maio 2011
Oito da manhã
Havia acabado de acordar e deus, que coceira insuportável! Coçou o braço, a barriga, se contorceu para coçar as costas, quase arrancou seus cabelos de tanto esfregar as unhas compridas no couro cabeludo. Até que olhou para o lado e não parava de coçar os olhos: miragem? Tateou o chão ao lado da cama. Encontrou os óculos. Nada da coceira parar. Olhou novamente e nua ao seu lado, a mulher do melhor amigo.
Descobriu: foi coçar a consciência.
Descobriu: foi coçar a consciência.
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